Nossa Senhora dos anjos

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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Carma do corpo, fala e mente





Carma do corpo, fala e mente

Carma é um termo sâns­cri­to que ori­gi­nal­men­te sig­ni­fi­ca­va “ação”. O carma é a lei universal de causa e efei­to que gover­na as ações inten­cio­nais. De acor­do com ela, todos os atos inten­cio­nais pro­du­zem resul­ta­dos, que mais cedo ou mais tarde serão sen­ti­dos por quem rea­li­zou a ação.

Boas ações pro­du­zem efei­tos cár­mi­cos posi­ti­vos, ao passo que os efeitos cár­mi­cos das más ações são nega­ti­vos. Essa lei opera em ­vários ­níveis: assim como os indi­ví­duos têm carma, tam­bém têm carma gru­pos e socie­da­des, paí­ses e até mesmo o pla­ne­ta Terra como um todo, tem um carma que pertence a todos os seres sen­cien­tes que o habi­tam.

Aliás, para ser mais específico, não é exatamente correto dizer que algo ou alguém “tem” um carma, uma vez que o carma é uma lei. Entretanto, é mais fácil falar do assun­to desse modo, evitan­do frases lon­gas que ­seriam tecnicamen­te mais pre­ci­sas.

 Dizendo que ­alguém “tem” um carma, que­re­mos dizer que sua vida está con­di­cio­na­da pela lei do carma, isto é, que as circunstân­cias pre­sen­tes devem ser com­preen­di­das como o resul­ta­do de seu comportamen­to pas­sa­do.

O con­cei­to de carma é fun­da­men­tal em todas as esco­las do budis­mo e em todas as interpre­ta­ções do Darma. É impos­sí­vel com­preen­der o budis­mo sem enten­der esse conceito em sua tota­li­da­de. O Buda clas­si­fi­cou o carma huma­no em três tipos:

  • carma gera­do pelo corpo;
  • carma gera­do pela fala;
  • carma gera­do pela mente.

quinta-feira, 13 de agosto de 2015

emoções e a meditação sobre a compaixão





O Mapa das Emoções e a Meditação sobre a Compaixão

http://equilibrando.me/2015/07/17/o-mapa-das-emocoes-e-a-meditacao-sobre-a-compaixao/


O céu estava nublado naquela manhã, mas ocorria um caloroso reencontro entre Sua Santidade o Dalai Lama e seu velho amigo Paul Ekman. Acompanhado de sua filha Eve, de sua esposa Mary Ann Mason e de Eric Rodenback, Ekman veio para relatar o progresso na criação de um Mapa de Emoções. Sua Santidade iniciou a conversa:
2015-07-04-LA-N01
Sua Santidade o Dalai Lama e Paul Ekman

“Nosso foco deve ser todos os 7 bilhões de seres humanos que vivem hoje neste planeta, cada um deles querendo ter uma vida feliz. Estamos tentando fazer com que saibam que a felicidade não é totalmente dependente de dinheiro e de coisas materiais, mas sim de valores internos como a compaixão, sem que precisem ter uma crença religiosa. Estamos tentando adotar uma abordagem secular, que possa atingir todos os seres humanos.”
“Nesse esforço, eu valorizo especialmente os cientistas, porque eles tendem a ser movidos unicamente pela experiência e por evidências. Nós devemos fundamentar a promoção dos valores seculares na nossa experiência comum de termos nascido e de termos sido criados sob o abrigo do carinho dos nossos pais; no senso comum, tais como o de observar que as pessoas que facilmente cedem à raiva não são felizes; e em evidências científicas que revelam a importância de valores internos como a compaixão. Pode ser que você tenha embarcado sozinho nesse seu trabalho, mas agora há muitos outros que buscam isso também.”
Ekman respondeu: “Você me disse que precisávamos de um mapa das emoções e eu avaliei o trabalho de 250 cientistas que estudam as emoções. Identificamos cinco emoções fundamentais: prazer, raiva, medo, tristeza e aversão. Queremos mostrar como elas funcionam, como as emoções podem nos ajudar, mas também como podem nos trazer problemas.”
Ekman explicou que para este mapa das emoções, apresentado como um modelo de computador, as emoções foram identificadas da maneira como são geralmente definidas em inglês. Ele reconheceu que há emoções que não são nomeadas em Inglês como “schadenfreude” – ter prazer com o desconforto de alguém de quem não gostamos – e “naches“, termo em iídiche que se refere ao orgulho e a alegria que os pais sentem por seus filhos. Ele afirmou que em essa tarefa de delinear e esclarecer as emoções destrutivas e construtivas e as emoções associadas não havia sido tentada em lugar algum. Sua Santidade concordou que as emoções não surgem isoladamente, mas em relação a outras emoções.